quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

NOTA SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO

A necessidade de debater sobre a prestação do serviço público de transporte coletivo em audiência pública e a criação do movimento #ForaVBL é apenas a ponta do iceberg do caos que está o sistema público de transporte em Imperatriz. As empresas preocupam-se apenas com o lucro, enquanto isso, a população sofre com pontos de paradas mal sinalizados, sem proteção contra sol e a chuva. Os ônibus são velhos, sucateados, superlotados e o preço da tarifa elevado. Pagamos uma das maiores tarifas em todo nordeste e temos um dos piores serviços, poderíamos compará-los aos paus de arara (camionetes que servem para transporte de pessoas em áreas da zona rural) que ainda são comuns em nosso Estado.
A VBL, que tem o maior número de itinerários, lucra transportando os trabalhadores e a juventude em verdadeiras sucatas. Não contente, impõe aos trabalhadores péssimas condições de trabalho e não cumpre os direitos trabalhistas. Se a Justiça do Trabalho fizer um operativo vai encontrar as mesmas irregularidades em outras empresas. Hoje, os empresários obrigam motoristas, que também são cobradores, a tirar as mãos do volante para passar o troco aos usuários com o veículo ainda em movimento. Aumento da exploração para manter a taxa de lucro elevada.
Na maior cara de pau, os empresários prometem a compra de mais ônibus que na prática vêm de São Paulo, vendidos como sucata, para servir à frota da empresa. Enquanto isso a Prefeitura fica só na promessa de fiscalizar o cumprimento do contrato de concessão, mas na prática mesmo só age perseguindo os taxistas que fazem o transporte compartilhado de passageiros devido ao péssimo serviço prestado por essa empresa.
Transporte público de qualidade é um direito da população. Esse direito deve ser garantido pelo poder público municipal. O que ocorre é que a Prefeitura transfere o serviço para as empresas privadas. Contudo, os empresários não estão preocupados com a qualidade do serviço, e sim com o lucro. Fazemos um chamado ao movimento #ForaVBL para discutirmos uma proposta que verdadeiramente caminhe para atender os anseios dos trabalhadores, desempregados, estudantes e idosos.
Defendemos que o serviço de transporte seja municipalizado. Com a municipalização, o objetivo deixa de ser o lucro e passa a ser garantia de um serviço de qualidade, com o aumento da frota, melhores condições de trabalho e salários aos motoristas e cobradores, e redução da tarifa, garantindo uma tarifa social, passe-livre aos estudantes, idosos e desempregados.
Enquanto o serviço de transporte público estiver nas mãos das empresas privadas e de forma monopolizada, a população continuará padecendo com o péssimo serviço. Não podemos deixar que o lucro se sobreponha a um direito básico da população. Por isso, o PSTU exige que o prefeito Sebastião Madeira (PSDB) municipalize o serviço. Pois, a licitação para vinda de outras empresas não passa de uma falácia, de um paliativo que manterá o controle do serviço de transporte na mão dos mesmos grupos empresariais.

Nem VBL e nenhuma outra empresa privada, municipalização já!
Imperatriz para os trabalhadores!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

NOTA DE CONJUNTURA

No inicio do ano de 2013 os militantes do PSTU de Imperatriz vem a público expor alguns pontos da conjuntura econômica e política de nossa cidade, que tem um papel importante no cenário estadual e nacional. A cada momento temos a certeza que há um espaço em que podemos influenciar, mesmo que não tenhamos acesso aos meios de comunicação de massa, blindados pela burguesia, para que os trabalhadores não falem aos seus pares.
ECONOMIA:
O mundo passa por uma crise de superprodução. Desde 2009 fatos distintos expõem essa crise em ramos que servem como base dessas economias, nos Estados Unidos – centro da economia capitalista – foi desencadeado com o estouro da bolha imobiliária (2009) e do corte do crédito que mantinha o padrão consumista dos americanos que fez com que o mundo e as economias que ditam o padrão de consumo para sustentar o modo de produção capitalista entrassem nessa espiral de crise, alem da redução dos ganhos especulativos de seus bancos e o crescimento das dívidas dos países “ricos” que os governos burgueses não conseguiram encontrar saída para mais esse ciclo.
No Brasil, que é tido como a sexta economia do mundo, o governo neoliberal vem tomando várias medidas (redução de IPI, desoneração da folha de pagamento das empresas, arrocho salarial na esfera federal etc) que adia – por mais um mês, um ano – mas que será inevitável não sentir na sua economia interna os efeitos de uma crise global. Somos basicamente fornecedores de matéria-prima como ferro, grãos, carnes etc. A redução do consumo nos países de primeiro mundo tem reflexos imediatos no Brasil com a redução das exportações dessas matérias-primas, a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 2012 fechou em 1,6%, esse foi o pior resultado da economia brasileira desde 2009 -, muito distante dos 3,5% a 4% que o ministério da Fazenda previu para 2012. Em relação à Balança Comercial registra em 2012 pior desempenho em 10 anos, com queda de 34,75% em relação a 2011, mesmo sendo um ano de crise internacional os resultados, são colocados em “cheque” por analistas devido a Receita Federal ter editado a instrução normativa 1.282 com mudanças de regras para o fechamento. Essas são provas cabais de que as medidas são anestésicos paliativos para amenizar a dor da crise e de uma recessão econômica em esfera global.
Outras medidas que podemos destacar são os incentivos do Banco Central e BNDES às empresas privadas na execução de grandes obras como hidroelétricas, de infraestrutura para a copa do mundo 2014, programas como “Minha Casa Minha Vida”, basicamente na construção civil, que nesse momento tem gerado os empregos que dão os índices de aceitação do governo federal, mas que tem seus dias contados para acabar.
O Maranhão vem nesses últimos quatro anos, assim como todo o Nordeste, sendo o destino de muitos investimentos privados, movimentação necessária para reprodução do capital, que encontra mão de obra barata, terras e água em abundancia e governos atrelados aos interesses desses investidores, alguns desses estão no norte: Refinaria Premium da Petrobras, expansão do Porto de ITAQUI, termo elétricas a carvão vegetal; no centro-leste: exploração de gás natural, termo elétrica à gás e no sul com usina hidroelétrica e indústria de celulose que vem expandindo em todo o território maranhense as plantações de eucalipto.
Em Imperatriz essa evolução nos investimentos na construção civil é mais que evidente, seja na construção de habitações verticais para receber os trabalhadores que vem de todos os estados do país, loteamentos e construções populares para a população operária local, em contra ponto a esses investimentos temos uma gestão municipal inoperante que fica deslumbrada com a efervescência dessas construções, chegando a vincular esses investimentos ao “sucesso” de sua gestão, mas no que diz respeito à infreestrutura de tratamento de lixo, esgotamento sanitário, infraestrutura de ruas zoneamento da cidade é incompetente. O impacto disso tudo já estamos vendo com a elevação dos problemas (moradia, segurança, educação, saúde, lazer etc.) relacionados com o aumento populacional, pessoas atraídas pela falsa propaganda de pleno emprego.
Em tudo isso vemos coisas “boas”. O ingresso de mais Imperatrizenses no mundo do trabalho, devido esses investimentos, Imperatriz está construindo uma massa de operários, como Diz Marx no manifesto comunista “[...]Ela produz, antes do mais, o seu próprio coveiro. O seu declínio e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis”. Claro que não adianta apenas termos uma massa de operários, se eles reproduzirem o discurso de seus exploradores, mas só o fato de termos essa classe operária e o que vem depois dela nos abre um campo de debate ao qual nunca tivemos em Imperatriz.
POLÍTICA
Com o governo Dilma Rousself/PT e os partidos aliados assumindo o papel dos partidos de direita na manutenção da política econômica de privatizações, arrocho salarial, superávit primário, pagamento de dividas etc., iniciada em 2004 por FHC/PSDB para garantir o lucro do capital investido no Brasil a direita fica sem argumentos para o debate no campo eleitoral, apesar de querer manter essa polarização isso não vem se concretizando.
No Maranhão, os de situação e oposição à oligarquia Sarney, em vários momentos têm suas principais figuras públicas se confundindo em que campo está, ou seja, essas figuras estão sempre ao lado de quem está no poder. Imaginar-se-ia que o PSDB/PDT e PCdoB estariam no campo de oposição ao PMDB/DEM/PV/PT e outros partidos de aluguel. O que vimos no processo eleitoral de 2012, a exemplos de outras eleições, foi uma miscelânea de acordos eleitorais para a conquista das máquinas municipais. Tentar explicar caso a caso necessitaria de mais tempo e seria um verdadeiro exame de DNA, complexo, mas que na prática o “pai” se conhece, basta olhar pra cara do rebento.
Num caso mais específico, temos o prefeito de Imperatriz que foi eleito em 2008 com o apoio do falecido ex-governador Jackson Lago, em 2012 teve apoio do clã Sarney e acordo fechado para garantir sua reeleição. Esse acordo já está sendo pago com a entrada de membros do PMDB no governo municipal, mas a fatura maior será cobrada em 2014.
A quebra do tabu da reeleição pode-se atribuir apenas a adesão ao grupo da oligarquia? Com toda certeza que não, Madeira tem seus méritos. Apesar de usar os mesmos modus operandi dos gestores anteriores que tentaram a reeleição (Ildom Marques/PMDB e Jomar Fernandes/PT) com execução de obras eleitoreiras, pressão aos servidores públicos etc., além desses houve dois fatores que potencializaram o resultado os inúmeros investimentos privados que eram propagados como da gestão e uma arma que pode passar despercebido pela grande maioria, mas para nós foi uma evidencia de como os trabalhadores são pressionado seja para produzir mais, seja pra manutenção através do voto naqueles que garantem uma gestão que beneficie o aumento do lucro dos patrões. Nesse ponto a direita não esconde seu poder de persuasão, Madeira “pediu” reuniões nas maiores empresas e fornecedoras da prefeitura para atribuir o sucesso de seu governo e a manutenção das vagas de trabalho, claro, desde que os trabalhadores votem em quem seus patrões apóiam. Sem esquecer é claro dos milhões investidos na campanha eleitoral.
Reflexos do poder econômico que levou à reeleição também foram percebidos no parlamento mirim com a reeleição para o terceiro mandato, mantendo assim a “quadrilha institucional” unida, apesar dos ditos “novos” vereadores que se dizem oposição, mas que aceitam o jogo do parlamento burguês, sobre esses iremos nos posicionar em outro momento.
Dito isso, os militantes do PSTU de Imperatriz deixa claro sua postura frente à política que governa Imperatriz, o Maranhão e o Brasil e o mais importante, cumprimos o nosso papel de abrir o dialogo com os trabalhadores para que observem a realidade que os cercam para que consigam ver além dos falsos discursos de que os governos que aí estão são governos para a maioria. Voltamos a reafirmar nossa postura de classe na defesa de um Imperatriz, um Maranhão e Brasil para os trabalhadores!
Oposição de esquerda ao Governo Madeira-Sarney!
Imperatriz para os trabalhadores!

Diretório Municipal do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Olhar para o passado com os olhos no futuro: avançar na construção da unidade e fortalecimento do partido

Nosso partido, que sobreviveu ao vendaval oportunista da década de 1990, é hoje uma organização vitoriosa, simplesmente por que passou pelas experiências mais duras da história da luta de classe daquela fase que se abriu com a queda do muro de Berlim e com a restauração do capitalismo na Rússia. Ousamos construir um partido socialista em uma época em que os ideólogos do capital e os reformistas tentavam convencer os trabalhadores que os mesmos não existiam enquanto classe social, que a burguesia não era uma classe social e que, portanto, a luta de classe era uma invenção dos marxistas xiitas. O que existia de fato, diziam, era uma romântica sociedade civil em que patrões e empregados poderiam conviver harmonicamente, isso se elegessem a razão comunicativa como seu mediador de luxo. No inconsciente coletivo da nossa classe parecia que o capital seria eterno e o socialismo um cadáver a espera da última pá de cal. O marxismo maranhense era um fusca que abrigava seus últimos moicanos. Era preciso ter coragem, e ela não nos abandonou em momento algum, nem quando o stalinismo e o reformismo tentavam nos confinar na mais dura solidão política. Mais do que isso, criminalizaram e desempregaram metade do nosso partido.  

Sim, erramos muito, sectarizamos em excesso, mas nenhum dos erros passados pode amortalhar nossos acertos. Acertamos, sobretudo, por que mantivemos viva a chama, talvez uma centelha, da construção de uma pequena regional de um partido revolucionário que hoje enche de orgulho a LIT.

Hoje estamos em outro nível de organização, seja para dentro do nosso partido (bolchevização) ou para fora (na relação orgânica com a classe). Já não somos mais um partido só de sede. O processo de reorganização da classe nos deu algumas perolas, daquelas que quando os escravos encontravam nos aluviões escondiam entre os dentes para garantir não só sua alforria individual, mas também a de alguns de seus pares. Perolas são perolas, e enquanto tais devem ser cuidadas, lapidadas e preservadas. Assim é cada um dos militantes que captamos nos aluviões da luta de classe dos últimos 10 anos, assim como é cada um daqueles que foram lapidados na difícil década de 1990. Naquela década o stalinismo e o reformismo eram pedras no caminho do marxismo revolucionário, hoje temos orgulho de dizer que estamos chutando algumas dessas pedras do caminho de nossa classe, como se deu no SINDEDUCAÇÃO, no DCE da UFMA e em bancários.  Mesmo onde não temos ainda força para ser direção, temos a certeza que estamos construindo nosso partido, e essa é a maior de nossas vitórias.

Temos problemas entre nós, é verdade, mas se temos soluções ousadas para nossa classe, esses problemas se apequenam diante da grandeza de nosso objetivo estratégico em nível regional, que é a destruição das oligarquias em nosso Estado. Nenhum partido no Maranhão tem moral política para levar essa tarefa a cabo a não ser o PSTU. A transição desastrosa da gestão Castelo para Edvaldo Holanda, é a prova viva de que temos que está mais forte. A classe nos chamará. Os corpos desfalecidos no chão das periferias ou nos campos que Roseana Sarney quer omitir para reduzir as estáticas de seus crimes contra nossa classe e nossa raça, nos impõe fortalecer nossa unidade, que é a razão de nossa existência.

A vinda do ex-CAC para nossa organização não é uma vitoria só do nosso partido, seria egoísmo afirmar isso, por que na verdade foi uma vitória de nossa classe. Quem diria que aqueles (as) que combatiam conosco nas trincheiras das lutas contra as oligarquias, ainda que em organizações diferentes, estariam hoje dividindo conosco a dor e o prazer da realizar a atividade revolucionária mais apaixonada e sacrificante que podemos ter, que é a construção de um intelectual coletivo revolucionário. Temos orgulho de ter uma juventude aguerrida, ousada, de alto nível político que fez dobrar os joelhos do stalinismo e dos satélites da oligarquia na UFMA, tudo isso com uma só tacada, na vitória arrasadora ocorrida no DCE daquela universidade. Isso é fruto de trabalho e organização, tal como tem sido no ANDES, SINASEFE, SINTRJUFE, nos urbanitários ou no Movimento Popular (Quilombo Raça e Classe, Quilombo Urbano, Luta Popular, Mulheres em Luta, etc.). No linguajar dos manos, fomos um bonde vitorioso em 2012.

Mas, não caminhamos sobre qualquer trilho, o nosso tem um objetivo similar ao que levou Lênin a Estação Finlândia. Muitas vezes somos duros demais conosco mesmos, por que nossa caminhada é muito dura e como diz Mano Brow, “quando a caminhada fica dura somente os duros continuam caminhando”. Somos aqueles que continuaram caminhando na contracorrente da maré oportunistas. Temos que continuar duros, seguindo na dura caminhada, mas sem perder a ternura, falo isso por mim e gostaria muito de falar por todos. Somos revolucionários imperfeitos, por que imperfeita é a humanidade que queremos superar. Por isso construímos um partido revolucionário que é o nível superior de organização de nossa classe, e isso nada substitui. É o nível superior por que é o único capaz de construir a unidade da nossa classe em escala mundial.

 A construção da LIT não é uma ideia de loucos apaixonados pela luta. É mais do que isso, é um projeto de socialista apaixonados pela classe, pela libertação de nossa classe. Quando entrei no teatro em Buenos Aires para participar do ato da LIT e vir a multidão de litianos apaixonados, me senti demasiadamente pequeno enquanto maranhense, mas do tamanho do mundo enquanto militante revolucionário. Ali, naquele espaço, onde em 1987 centenas de revolucionários choravam a morte de Nahuel Moreno, 25 anos depois outras centenas choravam emocionadas pela herança que Moreno, Marx, Leon Trotski, Lênin, Rosa Luxemburgo e tantos outros nos deixaram. De lá retornamos aos nossos lares, aos braços de nossos familiares e amigos, mas de lá outros obstinados litianos foram para Europa e para outras partes do mundo ajudar a construir partidos revolucionários. Quase sempre distantes do aconchego de seus amigos e familiares.

Então, somos ou não somos camaradas? Não tenho dúvida que somos! Não tenho dúvida que qualquer um de nós tem coragem de dá a vida por qualquer outro de nós. Assim como somos capazes de dá nossas vidas lutando ao lado dos haitianos contras as tropas brasileiras que os massacram. Somos os olhos das costas dos outros. Somos vanguarda e retaguarda rotativa de nós mesmos. Não é só fisicamente que nos protegemos ou nos sacrificamos pelos outros, é, sobretudo, em nome de um programa que abraçamos, o da revolução mundial.

 Somos o que somos por que somos síntese do que de melhor se formou na década de 1990, incluído alguns que não militavam conosco na época, e o que tem de melhor na nova geração de militantes comunistas do Maranhão.  Se na década de 1990 foi muito difícil construir Partido, a nossa responsabilidade a partir de agora é muito superior a que tínhamos há 20 anos. Vamos caminhar para frente, olhar para frente, sem perder de vista os erros e acertos das duras caminhadas passadas. O PSTU me faz um militante cada vez mais romântico que a cada dia aprende a amar cada um de vocês, independente da localização, geração ou posicionamento.

Que venha 2013.

Hertz Dias, professor e militante do PSTU/Slz.

domingo, 30 de dezembro de 2012

NOTA DO PSTU/MA SOBRE A LUTA DOS TRABALHADORES PELA MORADIA DIGNA E GARANTIA DE SUAS TERRAS

2012 : No Maranhão, o grande capital e a oligarquia intensificam operações que oprimem, expulsam e exploram os trabalhadores no campo e na cidade
O Partido Socialista dos 
Trabalhadores Unificado(PSTU) vem denunciar a situação de opressão e exploração que vivem os trabalhadores do campo e da cidade, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais no Estado do Maranhão.
Durante este ano intensificaram-se os processos de reintegração de posse no campo e na cidade , ataques de milícias e pistoleiros a várias comunidades a mando de latifundiários, políticos e grileiros, decisões judiciais contra os trabalhadores, intensa especulação imobiliária urbana, grandes projetos que se instalam com as benesses do governo de Roseana Sarney e que expulsam várias comunidades de suas moradias.
Vários casos(conforme documento em anexo) de violação dos direitos humanos em municípios como Codó, Pirapemas, Senador La Roque, Itapecuru, São Luiz Gonzaga, São Luís, Paço do Lumiar, dentre outros.
Em 2012, em decorrência de violentos conflitos fundiários, 8(oito) pessoas foram executadas. Uma das últimas vítimas foi a liderança camponesa de Buriticupu Raimundo Alves Borges “Cabeça”, executado a tiros por pistoleiros. Atualmente, há dezenas de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e ribeirinhos ameaçados de morte e sem a proteção do Estado. 
Diante da inércia e do conluio com esta situação por parte do governo Dilma, que não garante proteção aos trabalhadores e não regulariza suas terras, e Roseana Sarney, que defende o latifúndio e os grileiros, doa terras para os grandes empresários(como as da comunidade Cajueiro para a Suzano) e os beneficia(como nas empreitadas do seu “sócio” Eike Batista), vários momentos de reação aconteceram em 2012, com mobilizações, bloqueios de BR, ocupações do INCRA e demais órgãos para protestar contra as reintegrações de posse decididas pelo poder judiciário, a violência generalizada contra as comunidades e exigir a regularização das suas terras diante da lentidão do Incra, Iterma, Funai e demais órgãos federais e estadual. 
Outro caso deplorável foi a queixa-crime que move o fazendeiro Edmilson Pontes contra o advogado da CPT Diogo Cabral, militante do nosso partido, por causa de sua incansável luta em defesa das comunidades ameaçadas no nosso estado, e, neste caso, dos quilombolas do território Aldeias Velha, no Município de Pirapemas. 
O PSTU em 2013 permanecerá na luta contra o latifúndio, os grileiros, os coronéis e a oligarquia que continuam a dominar o Maranhão e espalhar o terror, a morte e a perseguição, e ao lado dos trabalhadores e da juventude por uma uma sociedade justa, socialista, igualitária, sem exclusão e opressão.
VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!
São Luis, 29 de dezembro de 2012.
PSTU-PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
CONFLITOS DO CAMPO E DA CIDADE EM 2012 
Citamos, dentre vários casos, exemplos desta triste situação que vive o povo sofrido do nosso estado :
Em Codó :
Milícias aterrorizam o Quilombo Puraqué, comunidade que reside há pelo menos 140 anos na área. Policiais, sob a orientação de Biné Figueiredo, empresário e ex-prefeito da cidade, ameaçam de morte, destroem florestas de babaçu e praticam outras brutalidades, como relata a Comissão Pastoral da Terra(CPT). Apesar da garantia da posse da terra via liminar no último dia 19 de dezembro, precisamos ficar alerta e manter a luta.
A Comunidade Quilombola de Santa Maria dos Moreiras está sendo atacada, segundo várias denúncias, por mais um representante da Oligarquia Sarney, o Deputado Estadual Cesar Pires(DEM-MA) que é líder do governo Roseana Sarney na Assembleia e seu irmão, Celso Pires, Secretário de Meio Ambiente de Codó. Desde abril de 2012, homens armados desmataram babaçuais e promovem grande destruição no território tradicional. 
A comunidade que ocupa a fazenda Manguinhos sofre com a decisão do juiz Sirdacta Gautama que acatou o pedido de reintegração de posse da Costa Pinto/TG Agroindustrial, ratificada pela desembargadora Raimunda Bezerra.
Em Pirapemas :
O Quilombo Pontes, com 45 famílias e reconhecida oficialmente como comunidade quilombola em dezembro de 2011, está em situação crítica. A comunidade está ameaçada por homens armados, seus cultivos foram destruídos e suas terras ocupadas por gado em uma tentativa articulada de fazendeiros para expulsá-los. 
Na comunidade Arame cerca de 200 famílias camponesas denunciam que suas roças foram envenenadas por ação criminosa comandada pelo prefeito e latifundiário Eliseu Moura, outro aliado da família Sarney.
Em Senador La Roque, aproximadamente 250 famílias ocupam a fazenda Cipó Cortado e sofrem violência, perseguição e tentativa de assassinato através de milícias fortemente armadas. Segundo os trabalhadores, o fazendeiro Francisco Elson de Oliveira tem liderado esse processo com o apoio de outros fazendeiros da região. Em recente decisão, a reintegração de posse foi suspensa, mas a luta pela da terra permanece para os trabalhadores.
Em Sao Luiz Gonzaga, o quilombo Sao Pedro foi invadido pela PM e casas foram destruídas, homens, mulheres, idosos e crianças ameaçados em sua integridades. O fazendeiro Zé de Sousa, que se diz dona das terras, é o responsável pelo clima de terror na comunidade.
Em Itapecuru, conforme noticiado, 120 famílias do Quilombo Santana/São Patrício tiveram seus lares invadidos e derrubados por milícia fortemente armada e sem nenhum mandado de reintegração de posse. Segundo informações, toda operação foi comandada pelo corretor de imóvel e advogado Francisco Caetano e pelo empresário residente em São Luís Fabiano Torres Lopes. 
As comunidades indígenas no Maranhão(os Tenetehara ou Guajajara, Awá-Guajá, Ka’apor, Ramkokamekra-Canela e Apaniekrá-Canela, Krikati, Pukobyê-Gavião, Krepum Katejê e Krenjê.) vivem, historicamente, sob ameaças dos fazendeiros, madeireiros, dos grandes projetos e resistem para garantir suas terras, sua cultura e condições de vida. Recentemente foi assassinada a líder indígena Ana Amélia Guajajara, executada por pistoleiros no dia 28 de abril de 2012. 
Na região da grande ilha, principalmente em São Luís e Paço do Lumiar, várias comunidades estão ameaçadas de despejos pelas grandes construtoras, a especulação imobiliária e empresas que estão se instalando no estado. Comunidades como Eugênio Pereira, Vila Cristalina, Vinhais Velho, Terra SOL, Pindoba, Renascer, Maracujá, Quebra pote, Cajueiro, Vila Maranhão, Taim, Rio dos Cachorros, Camboa dos frades, dentre outras, resistem aos ataques do grande capital, de parte do judiciário maranhense e do governo estadual.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

SEEB-MA repudia declaração de Felipão, novo técnico da seleção brasileira

Nesta quinta-feira (29/11), treinador desrespeitou a categoria bancária em sua reapresentação como técnico do Brasil para a Copa de 2014.

SEEB-MA
O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) repudia a declaração infeliz do novo treinador da seleção brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari. Em entrevista coletiva que marcou sua volta ao comando da seleção nacional, Felipão desrespeitou a categoria bancária.

De modo arrogante, o treinador afirmou que “se (o jogador) não quer pressão, então é melhor não jogar na seleção. É melhor ir trabalhar no Banco do Brasil, sentar no escritório e não fazer nada”. Conhecido por suas atitudes agressivas e frases polêmicas, Scolari mostra ignorância sobre a relação de trabalho nos bancos. 

Para conhecimento do técnico, mensalmente, cerca de 1.200 bancários são afastados de suas funções, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão pelo cumprimento de metas abusivas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.

Pelo sucesso da seleção na Copa de 2014, o SEEB-MA espera que o treinador esteja atualizado no quesito futebol, pois sobre relações trabalhistas, Felipão deu mais uma bola fora e se mostra totalmente despreparado.

Sindicato dos Bancários do Maranhão
Unidade, Resistência e Luta

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

1º CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA PROMOVIDO PELO PSTU DE IMPERATRIZ

Realizado nos dias 17 e 18 de novembro o curso de formação política “Classes Sociais no Capitalismo”, promovido pelo diretório municipal de Imperatriz e ministrado pelo educador popular, economista, militante do PSTU/MA e sindicalista Luiz Noleto.
Durante dois dias militantes do PSTU de Imperatriz, simpatizantes e estudantes universitários fizeram grupos de estudos, assistiram filmes como o curta “A origem da riqueza” (disponível na internet) e como exercício prático para a demonstração da apropriação pela burguesia da riqueza produzida pelos trabalhadores na sociedade capitalista foi feita a “DINAMICA da FÁBRICA”. A dinâmica simula uma fábrica que produz sapatos com um patrão ”bonzinho” que paga um bom salário e todos os direitos legais, mas que no final os participantes – operários da fábrica - ficaram indignados ao ver que, o mais que o patrão seja bom, o modo de produção capitalista sempre garante ao capitalista (proprietário dos meios de produção) se apropriar do tempo de trabalho excedente na produção de mercadorias, que nada mais é que o fruto da força de trabalho (mais-valia) dos operários.
O ponta-pé inicial para dar uma visão real do que é o modo de produção capitalista e que é preciso definir uma posição de classe com vistas à derrubada desse modo de produção foi dado, basta agora os que participaram do curso busquem mais conhecimento sobre esse modelo de exploração da classe trabalhadora e qual o papel das classes do estado burguês para sua manutenção.
O diretório de Imperatriz pretende realizar em fevereiro de 2013 mais um curso, que provavelmente será sobre MACHISMO.