terça-feira, 5 de agosto de 2014

A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária

Mesmo depois de passados meses do impasse que inviabilizou a constituição de uma Frente de Esquerda que envolvesse PSTU e PSOL em nível nacional, este debate vez ou outra reaparece. Nas últimas semanas, ele surgiu na esteira da crise que viveu o PSOL e da troca de sua candidatura à presidência da república, com a saída do senador Randolfe Rodrigues e a entrada da ex-deputada Luciana Genro.

Luciana Genro, mais de uma vez, deu a entender que, ainda que fosse certo o PSTU não aceitar ser vice de Randolfe, não haveria razão para não aceitar ser vice na chapa encabeçada por ela. Por outro lado, alguns militantes do PSOL apontam uma pretensa incoerência pela não realização da frente em nível nacional quando ela pôde constituir-se em alguns estados.

A companheira Luciana e muitos militantes do PSOL parecem partir do pressuposto de que quando ela, representando um setor à esquerda dentro do partido, assume a candidatura à presidência deixam de existir as diferenças de programa com o PSTU. Eu respeito muito a companheira Luciana e estes militantes que raciocinam desta forma, mas tenho uma opinião muito diferente sobre essa questão e trato de esclarecê-la a seguir.

O PSTU participa das eleições não por acreditar que por esta via vamos mudar o país e garantir vida digna para os trabalhadores. Como sabemos, as eleições em nosso país são completamente controladas pelo poder econômico (através do financiamento dos partidos, das campanhas e candidaturas; através do controle da mídia, etc). Participamos delas porque consideramos importante disputar politicamente a consciência dos trabalhadores e da juventude de nosso país, apresentando uma alternativa de classe, operária e socialista para o Brasil, que seja um contraponto ao mesmo tempo aos projetos defendidos pela direita tradicional e seus candidatos, como também ao projeto de PT e seus aliados.

Nosso objetivo fundamental aí é ganhar o maior número possível de trabalhadores e jovens para a luta em defesa deste projeto operário e socialista, e avançar na construção da direção política para esta luta em nosso país. É este o conteúdo que vamos dar à disputa que faremos pelo voto (e vamos fazer uma disputa dura por cada voto) dos trabalhadores e jovens. Quanto mais votos obtivermos, mais fortalecida estará a luta por este projeto. Se elegermos parlamentares comprometidos com este projeto, melhor ainda. Mas o nosso objetivo fundamental aqui é claro: disputar a consciência dos trabalhadores e jovens para um projeto operário e socialista para o país e fortalecer a direção política desta luta.

E que projeto de classe, operário e socialista é este? Muito simples. Trata-se de um programa que seja capaz de responder às necessidades da nossa classe e da juventude brasileira; de um governo que seja capaz de aplicar este programa; e de como será possível tornar isso realidade, já que sabemos que pelas eleições não é.

O programa que o PSTU vai apresentar nas eleições parte de responder às demandas das manifestações de rua de junho passado e das centenas de greves que sacodem o país nos dias de hoje, pois expressam as necessidades fundamentais da nossa classe: salário digno, emprego e direitos para todos; saúde e educação pública e de qualidade para todos; moradia digna; transporte coletivo de qualidade e acessível a todos; reforma agrária; aposentadoria; enfim, vida digna a quem trabalha.

Para tanto, este programa precisa atacar o domínio e controle que os bancos, as grandes empresas e as multinacionais têm sobre o nosso país. Vamos defender a suspensão imediata do pagamento da dívida externa e interna, a estatização dos bancos e do sistema financeiro; o fim das privatizações e a re-estatização dos bens e empresas privatizadas (hoje, todas nas mãos de multinacionais, como o setor de telecomunicações, de energia, setor siderúrgico, mineração, aeronáutico, transporte ferroviário; estradas; portos; aeroportos, etc); anular os leilões das reservas do Pré-Sal e as privatizações feitas na área do petróleo e da Petrobrás; estatizar todo o setor de transportes; nacionalizar as terras que estão sob controle do Agronegócio e do latifúndio e colocá-las a serviço da produção de alimentos para a população; atacar os privilégios e o lucro das grandes empresas para reduzir a jornada de trabalho e ampliar os direitos dos trabalhadores, e estatizar todas as empresas que promoverem demissões; acabar com a repressão policial aos trabalhadores e jovens e com a criminalização das lutas e da pobreza, desmilitarizar a PM e assegurar o controle da polícia pela comunidade; atacar fortemente toda forma de discriminação e opressão, o machismo, o racismo e a homofobia; atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas; livrar o país da corrupção, colocando na cadeia e confiscando os bens de corruptos e corruptores; e um longo et cetera.

Este programa, como se pode ver, tem bandeiras democráticas e econômicas importantes. Mas não se limita à defesa da radicalização da democracia, de reformas ou do desenvolvimento econômico nos marcos do capitalismo. É um programa anticapitalista, que aponta para a superação deste sistema.

Por isso mesmo, requer para a sua aplicação um governo dos trabalhadores, sem patrões, que rompa com os bancos, as multinacionais e grandes empresas e mude o país, acabando com os privilégios destes setores e assegurando vida digna para quem trabalha, apontando para a construção de uma sociedade socialista. Aqui se configura um caráter de classe para este projeto.

Obviamente, um governo assim e que promova mudanças desta natureza não vai se constituir através de eleições controladas pelos banqueiros, grandes empresários e multinacionais. Por isso, dizemos que este governo dos trabalhadores, sem patrões, só poderá se constituir e só conseguirá governar e realizar o programa acima apoiado nas organizações e nas lutas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

Este é, resumidamente, o projeto que o PSTU vai apresentar nas eleições. Nas discussões que tivemos com a direção do PSOL, os companheiros nos esclareceram que o seu partido defendia um programa que apontasse para a radicalização da democracia em que vivemos, evitando a defesa de medidas mais radicais que poderia não dialogar com o nível de consciência médio da população, pois isso dificultaria a disputa dos votos.

O PSTU, como eu disse antes, quer e vai disputar os votos dos trabalhadores e da juventude. Mas não vai deixar de defender o seu programa para isso, nem de dizer a verdade aos trabalhadores sobre o que é necessário – e como -mudar no país para que todos tenham vida digna. Precisamos e queremos ganhar os trabalhadores para a luta pela transformação deste país, e não simplesmente ganhar o voto deles a qualquer custo. E isso não é simplesmente um capricho nosso. Se os trabalhadores e a juventude brasileira não abraçarem a luta por este projeto, não haverá revolução e, sem ela, não haverá mudança de verdade no país. Simples assim.

Este debate, sobre a necessidade de rebaixar programa para ganhar votos, nós já vivemos na história recente da esquerda brasileira. Foi dentro do PT, no início da sua existência. Sabemos como terminou esta história e não queremos repeti-la.

Em 2006, quando os parlamentares que fundaram o PSOL recém haviam rompido com o PT e lançaram a candidatura da Senadora Heloisa Helena como expressão da negação da conciliação de classes representada pelo PT, e que empalmou com o sentimento de esperança por uma alternativa em setores amplos dos trabalhadores e jovens, o PSTU decidiu fazer a Frente de Esquerda e somar-se àquele processo que era importante, mesmo com todas as limitações e dificuldades para construirmos um programa em comum que já ali se vislumbrava.

Hoje, temos um quadro muito diferente. O senador Randolfe Rodrigues retirou sua candidatura à presidência para impulsionar, no Amapá, uma frente eleitoral com o PSB e o PT, num completo abandono do critério da independência de classe! Ao que consta, Randolfe é a principal expressão política da direção do PSOL e, de mais a mais, não se sabe de qualquer decisão do partido contrária ao que foi feito lá.

Entendemos que isso seja normal para o PSOL, pois, mesmo sendo parte da esquerda socialista brasileira e oposição de esquerda ao governo do PT, não se propõe a ser um partido revolucionário, portanto não adota, como sua estratégia, a revolução, ou seja, uma transformação completa da estrutura econômica, social e política do país. E compreendemos o porquê do acordo feito pela companheira Luciana com a direção do PSOL (logo após o congresso deste partido), que deu a ela a vaga de vice de Randolfe. Apesar das diferenças que existem entre eles, são parte do mesmo partido e, portanto, comungam da mesma estratégia.

No entanto, o PSTU é outro partido, tem outro projeto para o país e sua candidatura presidencial está a serviço de levar este projeto para os trabalhadores, trabalhadoras e jovens do Brasil. Para nós –e acreditamos que também para toda a militância socialista que defende, de fato, uma revolução socialista no Brasil - aproveitar a disputa eleitoral em curso para ganhar para este projeto uma parcela da nossa classe é fortalecer nossa luta por uma revolução no país. Nós acreditamos que rebaixar nosso programa, deixar de dizer com clareza para os trabalhadores as mudanças que precisamos fazer no país e como podemos fazê-las, abrir mão da independência de classe, ainda que nos leve a ganhar mais votos, vai nos distanciar cada vez mais do nosso objetivo. Essa é a diferença e, como se vê, não se trata simplesmente de quem é vice de quem. Por isso não houve Frente Eleitoral nacional.

Nos diversos estados do país, o processo se desenvolveu de forma desigual e combinada. Onde se conseguiu chegar a um termo aceitável no programa e demais condições para uma frente estadual, ela se constituiu e está sendo apresentada uma alternativa unitária às candidaturas burguesas tradicionais e também ao PT e seus aliados naquele estado. No entanto, em todo o país, com frente eleitoral ou candidatura própria nos estados, toda a militância do PSTU estará trabalhando duro para disputar a consciência dos trabalhadores e da juventude brasileira em defesa deste projeto de classe, operário e socialista para o Brasil. E é a serviço dele que estará a nossa candidatura, minha e da companheira Claudia Durans, à presidência e vice presidência da república.

As jornadas de junho do ano passado abriram uma nova situação política no país, mais favorável ao avanço da luta e da organização dos trabalhadores e da juventude. Enxergar nisto apenas o potencial eleitoral que pode favorecer a esquerda nas eleições seria de um oportunismo sem perdão. A esquerda socialista brasileira tem a obrigação de apresentar, na disputa eleitoral, uma alternativa de classe e socialista, e de lutar para ganhar para esta alternativa todos os trabalhadores e jovens que puder. Ganhar sim os seus votos, mas principalmente, ganhá-los para a luta em defesa deste projeto. Apenas desta forma vamos aproveitar de forma conseqüente as melhores condições que a realidade política nos brinda para avançarmos no sentido da nossa estratégia que é a transformação socialista do país onde vivemos.

É para dar conta deste desafio que convidamos a somar conosco toda a militância que está na luta da classe trabalhadora e da juventude brasileira.
*Zé Maria é metalúrgico, membro licenciado da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas e candidato a Presidente da República pelo PSTU

segunda-feira, 21 de julho de 2014

No Maranhão, PSTU é proporcionalmente o partido com o maior número de candidaturas femininas

Muitas coligações proporcionais sequer cumpriram a cota de gênero estabelecida pelo TSE

O PSTU acredita na organização e na força das mulheres trabalhadoras e que somente através da luta podemos conseguir vitórias e mudanças para o conjunto dos trabalhadores e da juventude. Entre a multidão que ocupou as ruas nestes últimos tempos, revoltados com a falta e a precariedade dos serviços básicos, houve a presença marcante das mulheres. E não poderia ser diferente. O trabalho mais precário é das mulheres, assim como a responsabilidade do cuidado com o espaço doméstico e a família. Segundo a ONU, a pobreza é feminina, pois 70% dos mais pobres são mulheres. Logo, são elas quem, no mínimo duas vezes por dia, se submetem ao transporte público superlotado. Além disso, recebem até 30% menos que os homens exercendo a mesma função.
Porém essa presença não se expressa nas principais organizações dos espaços da política. As mulheres hoje representam mais de 51% do eleitorado no país, mas o percentual de mulheres no Congresso Nacional não chega a 10%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 513 deputados federais, 45 mulheres foram eleitas nas últimas eleições gerais em 2010, o que representa 9% do total, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Senado, das 81 vagas, apenas 10 são ocupadas por mulheres. Demonstrando que o espaço das decisões políticas é predominantemente dos homens.
Segundo dados do TSE, no Maranhão o PSTU é o partido com maior número de mulheres em candidaturas proporcionais (50%). Além disso, terá uma mulher a compor uma candidatura majoritária à presidência da república. A professora da UFMA, Claudia Durans, será candidata a vice-presidência. Apresentamos também a candidatura da professora Ana Paula Martins como vice-governadora. Ana Paula é militante do setorial de educação da CSP Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta. Entre estas, temos outras candidaturas femininas, servidoras públicas, professoras, militantes dos movimentos sociais, movimentos feministas e racial. Temos muito orgulho de sermos o partido que proporcionalmente possui mais candidatas mulheres, porque nos organizamos diariamente para fazer com que as mulheres da classe trabalhadoras, as mulheres negras, se desenvolvam politicamente e se consolidem como grandes dirigentes políticas da nossa classe. 
O desenvolvimento da sociedade capitalista destinou às mulheres o espaço doméstico. Se estas tarefas ficaram para as mulheres, aos homens ficou a tarefa da produção social, da ocupação das tarefas políticas, públicas, das pesquisas, dos estudos. As mulheres que chegaram a espaços como estes o fizeram enfrentando muito preconceito, machismo, e ainda assim muitas delas foram apagadas pela história. Essa situação concreta das mulheres faz com que muitas mulheres trabalhadoras sejam parte ativa das lutas dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Somos muitas que expressamos a importância das mulheres para a luta pelo socialismo, demonstrando aos trabalhadores que as mulheres fortalecem a luta, que podemos e devemos participar da vida política, nas lutas e nas eleições.
            Mesmo participando menos que os homens da vida política, as mulheres trabalhadoras vão votar, mas não decidirão os rumos do país através da eleição. Nós também vamos participar das eleições e vamos apresentar candidaturas, porém, nós utilizaremos o espaço eleitoral para apresentar um programa socialista, que aponte as saídas para os problemas das mulheres e dos homens trabalhadores e da juventude. Nós afirmamos a importância de participar ativamente da vida política, mas não basta ocupar cargos.Queremos incentivar as mulheres trabalhadoras a lutar contra a exploração e opressão e dizer que é importante votar nestas candidaturas, mas que isso somente não basta. Nossas candidaturas estão a serviço das lutas que a classe trabalhadora precisa fazer para ter atendidas as suas necessidades mais sentidas. Para nós, o desafio das mulheres trabalhadoras nas eleições é, além de votar nos partidos que sempre resistiram com suas bandeiras nas lutas, se organizar antes e depois de outubro em uma luta permanente contra a opressão e a exploração.
Por Lourdimar Silva, candidata ao cargo de deputada federal, 1610

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Convenção do PSTU lança Saulo Arcangeli ao Governo do Maranhão e Marcos Silva ao Senado Federal

Ato discutiu o papel do partido nas eleições com a presença de várias categorias e da juventude.


Neste sábado (28 de junho) foi realizada a Convenção Estadual do PSTU que confirmou o nome do servidor público federal Saulo Arcangeli (42 anos) para Governador e do urbanitário Marcos Silva (48 anos) para Senador. O Partido não fará coligações com nenhum partido. A professora da rede municipal e militante do PSTU, Ana Paula Martins, será a candidata a vice-governadora.
A Convenção realizada no auditório do Sindicato dos Bancários no Centro de São Luís reuniu mais de 100 pessoas de diversas entidades e movimentos sociais do estado em apoio às candidaturas do PSTU. Durante o evento foi reafirmada a construção de uma candidatura de esquerda e socialista que expressará as lutas populares e as greves do último período em nosso estado em oposição às candidaturas de Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PC do B).
Esteve presente na convenção Cláudia Durans, professora da UFMA e assistente social, candidata à Vice-Presidência da República pelo PSTU na chapa encabeçada por Zé Maria de Almeida. Cláudia ressaltou a importância do debate contra as opressões no Maranhão e que as candidaturas do PSTU no estado estarão à serviço da luta contra o machismo, o racismo e a homofobia.
Para Saulo cada voto conquistado pelo PSTU nestas eleições será um passo para o fortalecimento das mobilizações e lutas em nosso estado, frutos da insatisfação da população contra seus governantes. Ana Paula Martins, professora da rede municipal de São Luís, categoria em greve contra a Prefeitura de Edvaldo Holanda (PTC), afirmou que as candidaturas do partido se colocam à disposição das lutas que estiverem ocorrendo em todo o Estado.
Segundo Marcos Silva, o PSTU apresentará um verdadeiro projeto de mudança em nosso estado capaz de alterar o quadro de miséria e barbárie que vive o Maranhão através da participação direta da população através dos Conselhos Populares.

Os nomes de Saulo Arcangeli e Ana Paula Martins para Governo e Marcos Silva para o Senado foram aclamados por todos os presentes. A campanha começará com visitas às categorias em seus locais de trabalho e a preparação de seminários temáticos que debaterão um Maranhão para os trabalhadores.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

É preciso não cair na armadilha da polarização entre Flavio Dino (PC do B) e Edinho Lobão (PMDB)

O PSTU apresenta a candidatura de Saulo Arcangeli para o governo do Maranhão

O programa político que o PSTU defende ao longo de seus 20 anos de existência começa a ser abraçado por parte significativa da classe trabalhadora e pela juventude  deste país.  As pautas das grandes mobilizações dos últimos meses confirmam esta afirmação. Orgulhamo-nos disso, de ser um partido que se identifica mais com as lutas do nosso povo do que com as eleições, por isso insistimos em levantar nossas bandeiras durante as jornadas de junho, já que a luta sempre foi a principal arena de nossa organização.

Porém, entendemos que o cenário político atual no Maranhão coloca o debate eleitoral em outro patamar. É uma eleição que acontecerá combinada com muitas lutas e a necessária elevação da consciência dos trabalhadores. Sabemos, também, que muitos trabalhadores que têm acordo com nossa política são levados pela propaganda do tal “voto útil” e acabam votando nas oposições que nascem das divisões internas da burguesia, que, com certeza, prosseguirão massacrando nossa classe.

A decepção com o governo de Jackson Lago (PDT/PT/PC do B), o desastre que está sendo a gestão de Edvaldo Holanda Jr (PTC/ PC do B) na prefeitura municipal de São Luís e a traição em escala nacional do PT deve servir com alerta vermelho dos limites de um possível governo de Flavio Dino. Os trabalhadores precisam discutir seriamente uma alternativa pra valer que realmente melhore as suas condições de vida.

Desde já, nós queremos chamar a atenção desses companheiros e companheiras para a necessidade de fortalecer as candidaturas do PSTU como alternativas para os trabalhadores e a juventude nessas eleições, pois isso tem relação  direta com o fortalecimento das lutas que estão se alastrando em nosso país e, em especial, no Maranhão.

A dupla Flavio Dino e Edinho Lobão não constitui uma alternativa de mudança para o Maranhão

A fragilidade da oligarquia Sarney neste último período é tão notória que seu grupo não conseguiu sequer lançar os candidatos que desejavam, o que reflete uma clara divisão na “corte do rei”, obrigando o grupo a lançar o “bobo da corte” Edinho Lobão (PMDB) para disputar as eleições para o governo do estado.
Muitos descontentes com a oligarquia preferiram, então, migrar para o campo político que tem à frente o candidato Flávio Dino (PC do B), pois poderão, talvez com mais facilidade, continuar obtendo dividendos políticos e econômicos para os seus interesses e dos poderosos que representam. Lá, inclusive, irão encontrar antigos aliados que se bandearam anteriormente.

Se o PC d B sair vitorioso nas eleições de outubro, o grupo Sarney sabe que não será muito difícil recompor alguns de seus “cacos” políticos em torno de um governo de Flavio Dino, afinal de contas, o PC do B e o PMDB defendem o mesmo programa político para o Brasil, pois ambos são da base de sustentação do governo Dilma e caminharam juntos no Ministério do Turismo com a dupla Gastão Vieira/Flávio Dino.  Além disso, não seria nenhuma novidade para o PC do B estar junto com o PMDB no Maranhão, já que ficaram juntos durante oito anos no governo de Roseana Sarney (1994- 2002). Acrescenta-se a isso a unidade entre Flávio Dino e o odiado ex-prefeito de São Luís, senhor João Castelo (PSDB).
Sabendo disso, a mídia da oligarquia tenta de todas as formas possíveis criar um clima de polarização entre as candidaturas de Flávio Dino e Edson Lobão Filho, justamente para que os trabalhadores não discutam uma alternativa que atenda os seus interesses enquanto classe social. Por isso mesmo, alguns jornalistas ligados ao grupo Sarney chegaram inclusive a propor que retirássemos nossas candidaturas.

É PRECISO LUTAR, É POSSIVEL VENCER... NAS LUTAS E NAS URNAS: Saulo Arcangeli para o governo do Estado do Maranhão

Mesmo nos momentos em que a classe trabalhadora se encontrava apática e desacreditada devido às traições do PT, do PC do B, da CUT, da UNE, o nosso partido participava das eleições sem rebaixar o programa, sem receber financiamento dos ricos e sem fazer falsas promessas para ganhar votos.

Nosso propósito nas eleições é o mesmo que defendemos nas lutas, que os trabalhadores acreditem em suas próprias forças, por isso adotamos o lema “Só a Luta Muda a Vida!”. 

Isso não quer dizer que não queremos votos, que não queremos nos eleger. Pelo contrário, cada voto que recebemos e cada um que elegemos simboliza um avanço na consciência da classe trabalhadora. O PSTU não participa das eleições apenas por participar, pois queremos eleger nossos representantes para colocar nosso partido à prova, como fizemos com a vereadora Amanda Gurgel( Natal- RN) e Kleber( Bélem- PA), cujos mandatos estão claramente a serviço da luta dos trabalhadores, inclusive representando incômodo para os partidos de direita e para a burguesia dessas cidades.

Acreditamos que não será possível mudar o Maranhão aliado aos empresários, às empreiteiras, à especulação imobiliária, ao agronegócio, aos latifundiários e aos coronéis.  A política de “pacto social” que criou a ilusão de que seria possível conciliar interesses dos trabalhadores com os dos burgueses demonstrou sua inviabilidade. Ao final, sempre acabam governando para os ricos. 
A única alternativa possível para livrar o estado definitivamente do atraso e da oligarquia Sarney é com um governo controlado pelos trabalhadores e sem a participação de oligarcas dissidentes.

Por isso, o PSTU lança o sindicalista, professor e militante dos movimentos sociais Saulo Arcangeli como pré-candidato ao governo do Maranhão, principalmente porque ele sempre esteve junto dos que enfrentam diariamente as injustiças, a exploração e as opressões da oligarquia e dos poderosos deste estado e que defenderá um programa que responda aos anseios da classe trabalhadora da cidade e do campo, única responsável pela geração das nossas riquezas.

Para Presidente da República apresentamos o companheiro Zé Maria e a maranhense Cláudia Durans, como vice. Queremos fazer uma campanha sintonizada com as lutas do nosso povo. Queremos utilizar o pouco espaço que teremos para denunciar a situação em que se encontram os serviços públicos, denunciar as opressões (racismo, machismo, homofobia), defender as lutas dos trabalhadores em greve, os quilombolas, as comunidades indígenas, os trabalhadores da educação, da saúde, os operários, os ambulantes e o fim da criminalização da luta e dos lutadores.

Faremos uma ampla campanha pela suspensão do pagamento da dívida pública, que consome quase 50% do orçamento público e o fim da lei de responsabilidade, que impede que os governos invistam mais de 54% do orçamento em serviços públicos. Faremos isso porque não aceitamos um centavo sequer dos grandes empresários e não nos aliamos a  seus partidos. Nosso objetivo final é ajudar a classe trabalhadora a superar o capitalismo e construir um mundo socialista de homens e mulheres livres!

sábado, 14 de junho de 2014

PSTU LANÇA HOJE, SÁBADO 14/06, CHAPA PARA AS ELEIÇÕES 2014

Durante encontro Nacional do PSTU que definiu os nomes dos militantes: Zé Maria de Almeida, metalúrgico do ABC e dirigente nacional da Central Sindical e Popular/CSP-CONLUTAS tendo como companheira de chapa a professora universitária (Universidade Federal do Maranhão-UFMA) Cláudia Durans para comporem a chapa – presidente e vice respectivamente - à presidência da Republica nas eleições 2014.

Inicia-se neste sábado (14) e vai até o domingo (15/06) o Seminário Nacional para a Construção do Plano de Governo da Candidatura do PSTU, uma candidatura independente política e financeiramente de empreiteiras, bancos, agronegócio e empresas, uma candidatura que apresentará um programa de governo para os trabalhadores e para a juventude que luta por um Brasil justo e verdadeiramente sem miséria.
O Seminário será um espaço de elaboração programática para a candidatura do PSTU, buscando responder, com medidas anticapitalistas e socialistas, aos desafios colocados pela realidade brasileira e mundial.

Para garantir um Brasil para os trabalhadores e a juventude é preciso mudar. O programa deve partir das reivindicações levantadas pelas massas em junho passado como saúde, educação, transporte públicos e de qualidade, reforma agrária, aposentadoria, meio ambiente, moradia para todos e a defesa de melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores da cidade, do campo e a juventude.

A parte mais importantes do encontro acontecerá no domingo com as discussões em grupos temáticos que se debruçaram em vários temas, hoje, em evidência na sociedade:

I - Orçamento do Estado e Dívida Pública
II - Educação não pode ser mercadoria, precisa ser  pública, gratuita e de qualidade
III – Como resolver o drama da Saúde no Brasil
IV – Moradia Popular, Especulação Imobiliária e Copa do Mundo
V I - O campo brasileiro e a necessidade da reforma e revolução agrárias
VII– A questão do meio ambiente no Brasil
VIII – Transporte público deve ser estatizado
IX - A criminalização das lutas, das organizações operárias e populares e das drogas, ferem as liberdades democráticas
X - Uma saída operária e socialista na luta contra o machismo e a homofobia”
XI – Racismo: um programa de raça e classe para uma mudança revolucionária no Brasil
XII– Cultura


Acompanhe os debates direto no portal nacional do partido: www.pstu.org.br e no perfil do fece de Zé Maria.

terça-feira, 3 de junho de 2014

UM PARTIDO DAS LUTAS E DO SOCIALISMO, 20 ANOS.


Há exatos 20 ano, no dia 2 de junho de 1994, tinha início o Congresso de Fundação do PSTU. Como que desafiando o próprio tempo histórico em que o partido era fundado (auge do neoliberalismo e da ofensiva ideológica sobre a "morte do socialismo"), a primeira frase do projeto de Estatuto dizia: "O PSTU se constitui com o objetivo de dirigir a luta dos trabalhadores e demais setores explorados pela revolução socialista e a instauração da ditadura do proletariado". A maioria não deu um ano de vida para o partido e profetizavam nosso retorno ao PT no curto prazo. Pois aqui estamos...

Uma combinação de fatores aleatório (eu não era, com certeza, a pessoa mais preparada) fez com que eu fosse escolhido como delegado àquele congresso. Viajei, então, 26 horas de ônibus, do sul do Rio Grande do Sul, quase na fronteira com o Uruguai, até São Paulo para assistir ao congresso e o que eu vi me transformou para sempre. Dois anos depois, eu estava arrumando as malas para atravessar o mundo e me dedicar à construção de um partido revolucionário na Rússia, a pátria da primeira república operária da história. Foi uma experiência fantástica. E eu sei que muitas outras virão.

Gosto de dizer que o PSTU revelou o que havia de melhor em mim. Não que o que haja em mim seja lá grandes coisas, mas o pouco que havia, conseguiu aflorar. A militância não nos torna pessoas perfeitas, mas nos torna, em geral, as melhores pessoas que podemos ser, sob as condições em que nos cabe viver. Militar em um partido revolucionário é, como dizia Trotski, "carregar sobre os ombros uma pequena partícula do destino da humanidade" e isso, quando tornado consciente, é fonte de uma enorme felicidade. Por isso, vale a pena viver.

Parabéns, PSTU!


Por Henrique Canary

sábado, 17 de maio de 2014

VAMOS TODOS ENTRAR EM CAMPO CONTRAS A INJUSTIÇAS DA COPA

Se tem dinheiro pra FIFA tem que ter pra saúde e educação pública. Queremos os serviços públicos no PADRÃO exibido pela FIFA aos estaádios para servir os estrangueiros que virão assistir os jogos.